O meu peito assombra a escura e fria angústia
Sem pensar em cessar o medo de ficar só
Eu choro em ruas destraídas, desconfusas e indecisas
Estranha a carne quente, queima e sangra à pura dor
E o que é o peito?
Leito em morte a fina flor?
Cala a veia turva
Sopra a sombra surda
Desvendada no silêncio
Sucumbir a um riso
Até a isso se preciso
Render-se a um abraço
Se a este merecido for
Devaneios bobos em pecar na sorte
Valeria a morte
A que inclinar-se ao perdão?...
Nuno Telles = Guirrè O. Poeta (12/07/06)
|
|
||
|
||
|